A compreensão da trajetória histórica da Igreja de Nossa Senhora do Rosário em Lagoa Dourada exige, preliminarmente, uma imersão na formação territorial e social da região conhecida como Campo das Vertentes. Situada no planalto oriental brasileiro, Lagoa Dourada não é apenas um ponto no mapa, mas um testemunho vivo das dinâmicas de ocupação que moldaram as Minas Gerais setecentistas. A gênese do município remonta ao início do século XVIII, momento em que a febre do ouro atraiu bandeirantes e exploradores para o interior do continente, resultando na fundação de arraiais que orbitavam os grandes centros de Vila Rica (Ouro Preto) e São João del-Rei.1
A referência mais antiga à ocupação local data de 1713, com a abertura de caminhos pelo Coronel Antônio de Oliveira Leitão, ligando São João del-Rei a Congonhas do Campo. Foi neste cenário de trânsito intenso de tropas, mercadorias e, crucialmente, de populações escravizadas, que se consolidou o povoado em torno de uma lagoa rica em aluviões auríferos.1 A religiosidade, intrínseca à vida colonial, manifestou-se prontamente com a ereção da Capela de Santo Antônio em 1734.2 Contudo, a estratificação social da época demandava espaços de culto específicos, dando origem, no final do século XVIII, à devoção e ao templo dedicados a Nossa Senhora do Rosário, padroeira preferencial das irmandades de homens pretos.3
Este relatório disseca a evolução deste patrimônio em três dimensões interconectadas: a dimensão material, analisando a transição da arquitetura vernácula para o ecletismo e as intervenções contemporâneas; a dimensão artística, focada na figura enigmática do "Mestre de Lagoa Dourada"; e a dimensão imaterial, onde o Congado e as festas religiosas perpetuam a herança cultural afro-brasileira.
No tecido social das Minas setecentistas, as Irmandades de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos desempenharam um papel fundamental de coesão, resistência e seguridade social. Embora os documentos específicos da fundação da irmandade em Lagoa Dourada careçam da visibilidade imediata de suas congêneres em Ouro Preto ou São João del-Rei, a existência da ermida primitiva e a continuidade do culto atestam a sua vigorosa presença.5 Estas associações leigas não eram meramente religiosas; funcionavam como bancos de crédito para a compra de alforrias, garantiam sepultamento digno aos seus membros (um aspecto crucial na mentalidade barroca) e organizavam as festas que permitiam a expressão sincretizada de fés africanas e católicas.
A devoção ao Rosário em Lagoa Dourada, iniciada formalmente no final do século XVIII, insere-se neste movimento mais amplo que varreu a Capitania de Minas Gerais. A construção de uma ermida própria, separada da Matriz (frequentemente dominada pelas irmandades do Santíssimo Sacramento, associadas à elite branca), representava a conquista de um território autônomo para a população negra e parda, onde a liturgia podia dialogar com as tradições ancestrais.3
A legitimação deste espaço sagrado é frequentemente reforçada pela tradição oral. Em Lagoa Dourada, como em outras localidades mineiras, sobrevive a narrativa mítica da aparição de Nossa Senhora do Rosário no mar. Segundo a lenda, a santa recusou-se a mover-se quando solicitada pelas autoridades eclesiásticas ou civis brancas, cedendo apenas aos apelos dos negros que, através do canto, da dança e da percussão dos tambores (o Congado), conseguiram trazer a imagem para a terra firme.6 Este mito fundador é crucial pois valida teologicamente a presença dos tambores e da dança dentro ou no adro da igreja, elementos que historicamente sofreram tentativas de supressão pela hierarquia católica oficial.
Antes da imponente estrutura de alvenaria que hoje domina a Rua Marques de Valença, a paisagem de Lagoa Dourada abrigava uma construção muito distinta, representativa da primeira fase da arquitetura religiosa mineira.
O templo original, erguido no final do século XVIII, era uma pequena ermida construída em taipa de pilão.3 Esta técnica construtiva, herança mourisca trazida pelos portugueses e adaptada às condições geológicas locais, consistia na compressão de terra crua (frequentemente misturada com cascalho ou sangue de boi para estabilização) entre formas de madeira (taipais).
As características prováveis desta ermida incluíam:
Paredes Espessas: Necessárias para suportar a carga do telhado sem estruturas auxiliares complexas.
Planta Simplificada: Geralmente composta por uma nave única e uma capela-mor, sem corredores laterais (naves colaterais), refletindo a limitação de recursos da irmandade local na época.
Fachada Sóbria: Diferente das igrejas de pedra-sabão de Ouro Preto, as capelas de taipa possuíam ornamentação externa reduzida, concentrando a riqueza decorativa no interior, especialmente nos retábulos e na imaginária.
A localização da ermida primitiva foi, paradoxalmente, a razão de sua existência e de sua destruição. Situada em um ponto nevrálgico do arraial, a capela servia como polo de atração para as habitações. No entanto, com o crescimento da malha urbana na primeira metade do século XX e a chegada da lógica rodoviarista, a posição do templo tornou-se um obstáculo. Em 1943, a necessidade de abrir uma via de ligação intermunicipal (a atual Rua Marques de Valença) selou o destino da construção setecentista.3
A demolição da ermida em 1943 não foi um evento isolado, mas parte de um fenômeno nacional de "saneamento" e "modernização" que via na arquitetura de terra (taipa e pau-a-pique) um símbolo de atraso e insalubridade. A substituição por alvenaria de tijolos cozidos era vista como um progresso civilizatório.
Se a arquitetura do século XVIII foi perdida, a alma artística daquele período sobreviveu miraculosamente através do acervo de imaginária, especificamente na figura do Mestre de Lagoa Dourada. Este escultor anônimo (ou de atribuição discutida) é hoje reconhecido como um dos grandes expoentes da imaginária mineira, operando numa zona de transição estilística que antecede ou corre paralela ao auge do Aleijadinho.
A peça central deste acervo é a imagem de Nossa Senhora do Rosário, esculpida em 1790.3 Esta obra não é apenas um objeto litúrgico; é o documento material mais importante da história da igreja. Salvaguardada durante a demolição de 1943, ela foi reentronizada no novo templo, mantendo a continuidade devocional.
Análise Estilística e "Estilemas":
Pesquisas conduzidas por restauradores e historiadores da arte, como Carlos Magno Araújo, identificaram um conjunto de características morfológicas — ou "estilemas" — que permitem atribuir esta e outras obras ao mesmo autor.7 O "Mestre de Lagoa Dourada" distingue-se por:
Tratamento Capilar: Os cabelos das imagens apresentam um padrão estriado meticuloso, terminando invariavelmente em caracóis ou volutas nas pontas. Esta solução técnica confere um movimento barroco contido, mas expressivo.7
Fisionomia: Rostos comovais, olhos amendoados e, frequentemente, a presença de covinhas no queixo, conferindo humanidade e doçura às figuras sagradas.
Anatomia do Crucificado: Nos cristos crucificados atribuídos ao mestre, observa-se um tratamento específico da caixa torácica e do perizônio (pano da pureza), além da disposição dos pés e das mãos que difere dos padrões de outros mestres da região.7
Indumentária: O uso de cintos ou laços marcados na cintura ("cintura alta") para definir o volume das dobras das túnicas, criando uma silhueta elegante e verticalizada.7
A relevância do Mestre de Lagoa Dourada transcende o município. A sua "oficina" ou mão itinerante deixou marcas em todo o Campo das Vertentes e além. A tabela abaixo sintetiza as obras atribuídas a este artífice, demonstrando a sua importância no cenário artístico colonial:
Tabela 1: Catálogo de Obras Atribuídas ao Mestre de Lagoa Dourada
Obra / Invocação
Localização Atual
Detalhes Estilísticos Observados
Fonte
Nossa Senhora do Rosário
Igreja do Rosário, Lagoa Dourada
Data de 1790; Escultura titular.
3
Senhor Bom Jesus
Matriz de Santo Antônio, Lagoa Dourada
Tez alva, cabelos em caracóis típicos.
7
São José de Botas
Matriz de Santo Antônio, Lagoa Dourada
Barba e cabelos em caracóis; bigode partindo das abas do nariz.
7
Crucificado (Tamanho Natural)
Matriz de Santo Antônio, Ouro Branco
Semelhança anatômica com os Cristos de Lagoa Dourada.
8
Santa Luzia e Santa Bárbara
Matriz de Santo Antônio, Tiradentes
Localizadas no retábulo colateral de São Miguel e Almas.
7
Nossa Senhora do Livramento
Capela, Dores de Campos
Atribuição por análise comparativa.
8
Crucificado
Igreja de São José, São João del-Rei
Detalhes anatômicos e expressão facial.
8
Imaginária Diversa
Igreja do Rosário, Congonhas
Obras do fim do séc. XVIII.
8
Crucificado
Museu do Oratório, Ouro Preto
Coleção Ângela Gutierrez (fatura típica do Mestre).
7
A historiografia tradicional por muito tempo ignorou a individualidade deste mestre. A hipótese corrente, defendida por Carlos Magno, sugere que ele pode ter sido um antecessor de Aleijadinho, possivelmente ativo desde o final do século XVII até o início do XIX, talvez vindo com as primeiras levas de povoamento.9 A sua capacidade de circular por vilas ricas (Tiradentes, Congonhas) e arraiais menores sugere um artífice de grande prestígio regional.
Após a demolição de 1943, a comunidade não ficou desamparada. Sob a liderança administrativa do Padre José D'Angelo Neto e com o mecenato da família Gomes (que doou o novo terreno, deslocado da via pública), iniciou-se a construção do atual templo.3
A arquitetura adotada rompeu com o passado colonial. O novo edifício foi concebido em estilo Eclético. O ecletismo no interior de Minas Gerais, em meados do século XX, representava a "modernidade possível". Caracterizava-se pelo uso de platibandas (muretas que escondiam o telhado, retificando as linhas da fachada), janelas com vergas retas ou ogivais estilizadas e o uso de telhas francesas (planas e industriais), que eram símbolo de progresso tecnológico frente às telhas de canal (coloniais) feitas nas coxas ou em formas rústicas.3 A cor original da fachada, rosa claro, também seguia paletas mais "cosmopolitas" da época.
Em 2008, sob a gestão do Padre José Walter, a igreja passou por uma transformação radical que pode ser interpretada como uma tentativa de reinserir o edifício na imagética colonial mineira tradicional, num processo de "neocolonialismo tardio".3
As intervenções foram profundas e alteraram a leitura arquitetônica do monumento:
O Telhado: As platibandas ecléticas foram rompidas e removidas. O telhado, antes oculto, foi exposto com beirais ("cachorros"), e as telhas francesas industriais foram substituídas por telhas coloniais. Esta mudança altera a silhueta do prédio, devolvendo-lhe um aspecto mais "rural" e antigo.3
A Fachada: A cor rosa foi substituída pelo azul e branco, cores marianas por excelência e muito comuns no barroco litorâneo e mineiro. A porta principal foi trocada por uma peça de madeira almofadada, simulando a marcenaria setecentista.
Interiores: A escada do coro, originalmente em lambri de pinho (material vernáculo do séc. XX), foi trocada por ferro trabalhado com arabescos, introduzindo um elemento de "requinte" que não existia. Os pilares do coro foram arredondados e ganharam capitéis dóricos, numa busca por classicismo.3
Funcionalidade: Foi adicionada uma sacristia na parte posterior e o piso do altar recebeu ladrilho hidráulico, mantendo a composição original mas renovando os materiais.
Esta reforma reflete uma tensão comum no patrimônio brasileiro: o conflito entre a preservação da autenticidade histórica de cada fase (respeitando o ecletismo de 1943) e o desejo de criar uma cenografia que corresponda à "ideia" de Minas Gerais (o estilo colonial), mesmo que isso signifique alterar uma edificação do século XX.
A Igreja de Nossa Senhora do Rosário transcende a sua materialidade para se tornar o palco da cultura viva de Lagoa Dourada.
A festa em honra a Nossa Senhora do Rosário é um dos eventos mais significativos do calendário local, ocorrendo tradicionalmente em outubro (frequentemente no 2º domingo).10 Este evento é o ápice da atividade das Guardas de Congado e Moçambique, que, com suas fardas coloridas, instrumentos de percussão e cânticos, reafirmam a herança africana da região.
Os grupos de Congado de Lagoa Dourada (embora os nomes específicos de todos os grupos locais não estejam exaustivamente listados nos trechos, a presença da Banda de Música Lira Lagoense e a tradição de Folias de Minas são registradas como patrimônio imaterial 11) participam ativamente, realizando o cortejo, o levantamento de mastros e a coroação de Reis e Rainhas do Congo. Esta celebração é uma reencenação simbólica da coroação dos reis africanos, cristianizada e colocada sob a proteção da Virgem do Rosário.
A persistência desta festa na Igreja do Rosário — e não apenas na Matriz — é significativa. Ela demarca um território de autonomia religiosa. Enquanto a liturgia católica oficial ocorre no interior, o adro e as ruas adjacentes tornam-se o espaço do rito afro-brasileiro, onde o sagrado é evocado através do ritmo e da dança. A igreja funciona, portanto, como um elo entre o passado escravocrata e o presente de afirmação cultural.
A situação legal da Igreja de Nossa Senhora do Rosário requer uma distinção precisa, frequentemente confundida em fontes não especializadas:
O Imóvel (Edificação): O edifício atual (1943/2008) está protegido através do Inventário de Proteção ao Patrimônio Cultural do município de Lagoa Dourada.3 Ele faz parte do conjunto de bens inventariados que o município submete ao IEPHA para pontuação no ICMS Cultural. Não há evidência, nos documentos consultados, de um tombamento isolado em nível federal (IPHAN) ou estadual (IEPHA) para a edificação atual, diferentemente de capelas homônimas em cidades vizinhas como São Thomé das Letras ou Piranga.13
O Acervo Móvel (A Imagem): A Imagem de Nossa Senhora do Rosário (1790) possui um status de proteção diferenciado e superior, reconhecida pelo Estado (IEPHA) como bem de interesse cultural relevante, citada em decretos de proteção de bens móveis (Decreto nº 1003/2002).6
A igreja ocupa uma posição estratégica na Rua Cel. Francisco Sigmaringa, no centro da cidade. Sua localização em declive e a proximidade com a BR-383 a transformam em um marco visual para os visitantes.
Além do valor religioso, a igreja integra o circuito turístico que combina o patrimônio histórico com a gastronomia local, estando situada próxima à região famosa pela produção de rocamboles.4 Esta simbiose entre o turismo cultural e o gastronômico é vital para a economia de Lagoa Dourada.
A pesquisa revela que a Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Lagoa Dourada é muito mais do que a sua fachada azul e branca sugere. Ela é um palimpsesto histórico onde se sobrepõem:
A memória invisível da ermida de taipa e da irmandade negra do século XVIII.
A excelência artística do Mestre de Lagoa Dourada, cuja obra de 1790 desafia o tempo e o anonimato.
As tensões da modernidade (1943) e da pós-modernidade (2008), que moldaram e remoldaram o edifício em busca de funcionalidade e identidade.
A vibração do Congado, que mantém viva a alma ancestral da cidade.
O templo é, em última análise, o guardião resiliente da identidade de Lagoa Dourada, provando que o patrimônio cultural reside tanto na perenidade da madeira esculpida quanto na fluidez das tradições festivas do seu povo.
Referências citadas
Trechos retirados do livro: “Lagoa Dourada 300 anos - Síntese Histórica”, autor: Dauro J. Buzatti, acessado em dezembro 23, 2025, https://www.lagoadourada.mg.gov.br/pagina/4583/Hist%C3%B3ria
Sobre a Paróquia :: Lagoa Dourada - Webnode, acessado em dezembro 23, 2025, https://paroquiadelagoadourada.webnode.page/sobre-a-paroquia/
IGREJA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO | culturalagoadourada, acessado em dezembro 23, 2025, https://amandagomes.wixsite.com/culturalagoadourada/sobre-1-cb8k
Igreja do Rosário em Lagoa Dourada: História e Devoção - Olhares por Minas, acessado em dezembro 23, 2025, https://www.olharesporminas.com/igreja-do-rosario-em-lagoa-dourada-historia-e-devocao
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Dossiê para registro dos - CAMINHOS, EXPRESSÕES E CELEBRAÇÕES DO ROSÁRIO - IEPHA, acessado em dezembro 23, 2025, https://www.iepha.mg.gov.br/images/Dossies/DossieReinadoseCongados_Capa_Apendices_ago2024._1.pdf
o mestre santeiro de lagoa dourada, minas gerais, brasil - Escola de ..., acessado em dezembro 23, 2025, https://www.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/download/571/448/813
Igreja de Bom Jesus, principal obra do “Mestre (anônimo) de Lagoa Dourada”, acessado em dezembro 23, 2025, https://www.jornaldaslajes.com.br/integra/igreja-de-bom-jesus-principal-obra-do-mestre-anonimo-de-lagoa-dourada/4367
Historiadores descobrem imagens do século XVII . Peças se encontram em igreja de Lagoa Dourada Minas Gerais - São João del-Rei, Tiradentes, Ouro Preto Transparentes, acessado em dezembro 23, 2025, https://saojoaodelreitransparente.com.br/works/view/667
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Página 1 de 53 - IEPHA, acessado em dezembro 23, 2025, http://www.iepha.mg.gov.br/images/ICMS/2023/LISTA_BENS_PROTEGIDOS_atualizacao_ate_exercicio_2023_SITE-REGISTRO.pdf
PATRIMÔNIO MATERIAL | culturalagoadourada - Wix.com, acessado em dezembro 23, 2025, https://amandagomes.wixsite.com/culturalagoadourada/patrimoniomaterial
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Conjunto arquitetônico e urbanístico da Capela de Nossa Senhora do Rosário - São Thomé das Letras - Iepha-MG, acessado em dezembro 23, 2025, http://www.iepha.mg.gov.br/index.php/institucional/legislacao/14-patrimonio-cultural-protegido/bens-tombados/404-conjunto-arquitet%C3%B4nico-e-urban%C3%ADstico-da-capela-de-nossa-senhora-do-ros%C3%A1rio