A história da Igreja Matriz de Santo Antônio de Lagoa Dourada transcende a mera cronologia de uma edificação religiosa, constituindo-se como um dos episódios mais fascinantes da ocupação territorial, do desenvolvimento artístico e da engenhosidade técnica no Campo das Vertentes. Localizada em um ponto de singularidade geográfica absoluta, a matriz não é apenas o centro espiritual de uma comunidade tradicionalmente católica, mas um monumento que encapsula a transição do dinamismo aurífero do século XVIII para a estabilidade institucional do século XIX e a subsequente valorização patrimonial da arte sacra luso-brasileira. A análise profunda deste templo exige a compreensão de suas fases construtivas, desde o humilde arraial inicial até a monumentalidade da estrutura atual, permeada pela descoberta de um mestre escultor anônimo que desafia as cronologias tradicionais do barroco mineiro.
A localização da Igreja Matriz de Santo Antônio em Lagoa Dourada é descrita nos registros paroquiais com um assombro que mistura observação científica e interpretação providencialista. Situada no topo de uma colina ou espigão, a edificação atual ocupa uma posição superior à da antiga matriz, concluída em 1737.1 Este posicionamento estratégico não foi escolhido apenas pela visibilidade, mas por uma característica hidrológica única mencionada no 1º Livro de Tombo pelo Padre Maurício sob o título de "Fenômeno".1
O edifício encontra-se exatamente sobre o ponto divisor de águas de duas das maiores bacias hidrográficas do continente: a Bacia do Rio São Francisco e a Bacia Platina (via Rio Grande). De forma prática, isso significa que as águas das chuvas que vertem do lado direito do telhado da igreja correm para o Rio Camapuan, afluente do São Francisco, dirigindo-se ao norte; enquanto as águas coletadas no lado esquerdo do telhado seguem para o Rio Carandaí, desaguando no Rio das Mortes e, subsequentemente, no Rio Grande, rumando para o sul em direção à Bacia do Prata.1 Esta particularidade confere ao solo da matriz um caráter de "umbigo do mundo" regional, onde a fé é cimentada em um ponto de equilíbrio geográfico monumental, conectando os destinos fluviais de vasta parte do território brasileiro.
Dados Geográficos da Localização
Descrição Detalhada
Referência Documental
Topografia
Colina ou espigão central no núcleo urbano
1
Coordenadas Aproximadas
20° 54′ 50″ S, 44° 04′ 38″ W
2
Bacia Hidrográfica Norte
Bacia do Rio São Francisco (via Rio Camapuan)
1
Bacia Hidrográfica Sul
Bacia Platina (via Rio Grande e Rio das Mortes)
1
Registro Histórico
Título "Fenômeno" no 1º Livro de Tombo, fl. 2v
1
O surgimento de Lagoa Dourada está intrinsecamente ligado ao ciclo do ouro e à abertura de novas rotas de circulação no interior de Minas Gerais. No início do século XVIII, a febre mineradora levou aventureiros a se instalarem ao redor de uma lagoa cujas águas, ricas em metal precioso, batizaram o povoado.3 A consolidação do arraial foi acelerada pela abertura de um caminho direto entre São João del-Rei e Congonhas do Campo, empreendida pelo coronel Antônio de Oliveira Leitão por volta de 1713.3
A assistência espiritual formalizou-se em 1734, com a fundação da Capela de Santo Antônio de Lagoa Dourada por Dom Frei Antônio de Guadalupe.4 Inicialmente, o templo não gozava de autonomia, sendo uma capela filial subordinada à Freguesia de Santo Antônio de Prados, um dos pilares administrativos da Comarca do Rio das Mortes.1 A construção desta matriz primitiva foi finalizada em 1737, estabelecendo-se como o coração do povoado que, em 1750, seria elevado à condição de Distrito de Paz.1
Existem relatos de uma ocupação ainda anterior, ligada à "Capela Velha", situada nas proximidades da fazenda Monte Alegre. A tradição oral e fragmentos de documentos sugerem que esta população teria sido devastada por uma peste no início dos setecentos, resultando na transferência dos sobreviventes e de objetos sagrados para o local da matriz de 1737.1 Esta transição entre a "Capela Velha" e a matriz definitiva é um reflexo das dinâmicas de sobrevivência e adaptação típicas da fronteira mineradora, onde o sagrado era o eixo em torno do qual as comunidades se reorganizavam.
Durante quase um século, Lagoa Dourada permaneceu sob a tutela eclesiástica de Prados. A mudança de status ocorreu em 14 de julho de 1832, quando a capela foi elevada à categoria de paróquia independente.4 Esta emancipação administrativa foi acompanhada pela nomeação do primeiro pároco, Padre Antônio Rodrigues Chaves, que foi removido de sua função em Prados para estruturar a nova unidade paroquial.4 Desde então, a paróquia foi gerida por uma sucessão de 17 párocos, incluindo figuras de longa permanência como o Monsenhor José Hugo de Resende Maia, que atuou na comunidade por mais de quarenta anos, moldando profundamente a cultura católica local.4
A decisão de construir um novo templo, de maiores dimensões e alinhado com os padrões estéticos e técnicos do período imperial, foi tomada em meados do século XIX. A estrutura primitiva de 1737 já não comportava o crescimento da população ou as aspirações de prestígio da paróquia. Em 13 de junho de 1850, sob a liderança do Padre Francisco José Ferreira, foi lançada a pedra fundamental da atual Matriz.1
A construção, no entanto, enfrentou os percalços comuns às grandes obras monumentais do Brasil oitocentista. Após um início entusiástico, com paredes que atingiram alturas consideráveis, os recursos escassearam e o calor das obras "arrefeceu-se", resultando em uma paralisação que durou décadas.1 Este hiato reflete as dificuldades econômicas regionais após o declínio da mineração, quando a acumulação de capital para obras públicas e religiosas dependia quase exclusivamente de doações e da arrecadação paroquial em uma economia predominantemente agrária.
A retomada efetiva e o planejamento técnico da nova matriz ocorreram em 1874. Em 22 de agosto desse ano, foi lavrada em cartório a escritura e o orçamento que definiriam o destino arquitetônico da igreja.1 O projeto foi assinado por dois engenheiros de destaque: o Dr. Cândido José Coelho de Moura e Carlos Caton Copsy.1 O envolvimento de profissionais de formação acadêmica — o Dr. Cândido José era professor de geometria e agrimensura e responsável por distritos de obras públicas na província — sinaliza uma mudança profunda na tradição construtiva mineira.7 Se nos séculos anteriores as igrejas eram fruto do saber empírico de mestres pedreiros, a matriz de Lagoa Dourada insere-se na era da engenharia civil e do cálculo técnico.
Para a execução, foi contratado o mestre de ofício José Moreira da Silva, cuja equipe gozava de prestígio por ter concluído recentemente obras complexas no adro da Igreja de São Francisco de Assis, em São João del-Rei.1 O cronograma foi dividido em seções planejadas para garantir a viabilidade financeira, iniciando pelo frontispício e pelo corpo da nave, seguidos pelo telhado.1
Cronologia da Construção da Nova Matriz
Marco Histórico
Responsáveis Principais
13 de Junho de 1850
Lançamento da pedra fundamental
Pe. Francisco José Ferreira 1
1850 - 1874
Período de paralisação e obras lentas
Comunidade Paroquial 1
22 de Agosto de 1874
Assinatura do projeto e orçamento
Engs. Cândido José e Carlos Caton 1
Final do Século XIX
Conclusão das principais seções e telhado
Mestre José Moreira da Silva 1
Século XX
Reformas internas e preservação do acervo
Pe. José Walter e sucessores 10
A arquitetura da Matriz de Santo Antônio de Lagoa Dourada é um exemplo da transição entre a sobriedade do neoclassicismo tardio e as influências do ecletismo que começavam a permear o interior de Minas no final do século XIX. Diferente das igrejas barrocas de plano curvilíneo e fachadas ornamentadas em pedra sabão, a matriz atual apresenta uma volumetria imponente e linhas mais retas, comunicando uma sensação de solidez e ordem característica da engenharia civil do período.1
A planta preserva a tipologia tradicional de nave única com capela-mor profunda, mas a escala é ampliada para refletir a importância regional de Lagoa Dourada. O frontispício destaca-se pela sua composição equilibrada, com torres que enquadram o corpo central da fachada, conferindo verticalidade e destaque à edificação na paisagem urbana.1 A manutenção da orientação espacial tradicional — com a entrada voltada para o adro e o altar para o nascente espiritual — ancora o edifício moderno nas práticas litúrgicas seculares.
Um dos aspectos mais notáveis da matriz atual é a sua capacidade de integrar o antigo ao novo. Ao ser construída no final do século XIX para substituir o templo setecentista, a igreja incorporou quatro retábulos em talha de madeira da antiga construção.9 Estes altares laterais são exemplares magníficos do estilo D. João V (Barroco Joanino), caracterizado pela densidade da ornamentação, colunas salomônicas e o uso generoso do douramento.9
Esta decisão de transplantar os altares originais para o novo edifício sugere uma profunda valorização estética e devocional por parte da paróquia. No século XIX, era comum que templos novos buscassem "modernizar" também seus interiores; contudo, em Lagoa Dourada, o respeito pela talha joanina prevaleceu, criando um contraste fascinante entre a sobriedade arquitetônica externa e a exuberância barroca interna.1 A tradição oral afirma que alguns destes altares podem ter origem ainda mais remota, provenientes da antiga Capela Velha dizimada pela peste, o que os tornaria relíquias de uma fase fundacional da ocupação das Vertentes.1
O maior tesouro artístico da matriz, contudo, não reside na talha dos altares, mas em seu acervo de imaginária sacra. No final da década de 1990 e início dos anos 2000, pesquisas conduzidas pelos historiadores e restauradores Carlos Magno Araújo e Edmilson Barreto Marques revelaram um conjunto de obras com características estilísticas tão singulares que permitiram a identificação de um artista anônimo hoje denominado "Mestre de Lagoa Dourada".10
A descoberta foi, de certa forma, acidental, ocorrendo durante um processo de restauração e catalogação solicitado pelo Padre José Walter.10 Os pesquisadores identificaram que cerca de 20 imagens pertencentes à paróquia — algumas vindas da extinta Igreja de Nossa Senhora das Mercedes — exibiam traços técnicos recorrentes que não se alinhavam com as escolas europeias ou com os mestres conhecidos do barroco mineiro clássico.10
O Mestre de Lagoa Dourada é considerado um escultor antecessor de Aleijadinho, tendo atuado provavelmente entre o final do século XVII e o início do XVIII.10 Acredita-se que tenha chegado à região com os primeiros bandeirantes, o que faria dele um dos santeiros mais antigos em atividade nas Minas Gerais.10 Sua técnica é descrita como primitiva e independente, caracterizando-se por:
Rigor Formal e Linearidade: Um tratamento rígido das linhas escultóricas, com pouca preocupação com o dinamismo ou a leveza anatômica.10
Vestimentas Hieráticas: As dobras das roupas são esculpidas em padrões verticais estritos e caimento antinatural, conferindo às figuras uma solenidade quase bizantina.10
Detalhes Fisionômicos: Um padrão recorrente na execução de olhos, bocas e cabelos. No conjunto do Calvário, por exemplo, a imagem de São João Evangelista apresenta cabelos organizados em mechas estriadas que terminam em caracóis perfeitamente definidos.10
Policromia: O uso de cores e carnações (como a tez alva do Senhor Bom Jesus) que ajudam a identificar a "mão" do artista através de diferentes peças.11
A presença deste mestre em Lagoa Dourada desafia a percepção de que a arte sacra de qualidade no Campo das Vertentes foi uma importação tardia de Ouro Preto ou Mariana. Pelo contrário, sugere que as comunidades mineradoras iniciais possuíam seus próprios artífices, cujas linguagens visuais eram adaptações criativas e rústicas dos modelos barrocos, criando uma identidade artística própria e profunda.10
Principais Obras do Mestre de Lagoa Dourada
Características Técnicas Observadas
Significado Contextual
São João Evangelista (Calvário)
Mechas de cabelo estriadas em caracol
Exemplar da solução escultórica única do mestre 11
Senhor Bom Jesus
Cabelos em caracóis e tez alva
Peça central de devoção, destacada pela policromia 11
Imagens de N. Sra. das Mercedes
Estilo rígido e dobras verticais
Provenientes de igreja demolida, integradas à Matriz 10
Acervo Disperso (Vertentes)
Padrões fisionômicos idênticos
Identificadas em Prados, Resende Costa e Ouro Branco 10
A Matriz de Santo Antônio não é apenas um depositário de arte sacra, mas o eixo central da vida social e política de Lagoa Dourada ao longo dos séculos. No período imperial, a igreja era o local onde se reunia a elite local para as decisões administrativas, servindo inclusive como ponto de referência para censos e estatísticas populacionais, como o levantamento de fogos (casas) da época em que ainda pertencia a Prados.1
A importância regional da igreja é reforçada por sua conexão com a Comarca do Rio das Mortes, uma área que se tornou o coração econômico de Minas Gerais após o esgotamento das lavras de ouro mais fáceis, voltando-se para a agropecuária e o comércio.13 Lagoa Dourada, situada no caminho para o Rio de Janeiro, funcionava como um entreposto vital, e sua matriz era a representação física dessa prosperidade e organização social.13
Para a população de Lagoa Dourada, a matriz é indissociável das práticas culturais que definem o pertencimento à terra. A festa de Santo Antônio de Pádua, celebrada com vigor em 13 de junho, e as solenidades da Semana Santa são os momentos de maior densidade comunitária.4 Nestas ocasiões, o acervo de imaginária — incluindo as peças do Mestre de Lagoa Dourada — deixa o recolhimento dos altares e sacristias para cumprir sua função primordial de objeto de culto e mediação do sagrado em procissões e ritos públicos.4
A tradição da música sacra, as irmandades e o aumento constante da devoção ao padroeiro são testemunhos de que a importância histórica do templo não é estática, mas renovada a cada geração.4 A igreja atua como um elemento de coesão social em uma região que se orgulha de suas raízes coloniais e de sua religiosidade profunda.4
A Igreja Matriz de Santo Antônio de Lagoa Dourada configura-se como um compêndio da alma mineira. Sua fundação em 1734 marca a fé resiliente dos desbravadores do ouro.4 Sua reconstrução no século XIX demonstra o amadurecimento técnico e institucional de uma sociedade que desejava monumentalizar seu espaço sagrado através da engenharia civil.1 A sobrevivência dos retábulos Joaninos e das imagens do Mestre de Lagoa Dourada revela um fio condutor artístico que liga o primitivismo do século XVII à erudição moderna.9
Ao situar-se no divisor de águas continental, a matriz assume uma dimensão simbólica que ultrapassa as fronteiras paroquiais, tornando-se um marco geográfico e histórico de Minas Gerais. O estudo profundo de sua trajetória permite concluir que o templo é muito mais que um edifício: é um reservatório de memória, onde a geologia das águas encontra a teologia dos homens e o talento de artistas anônimos que, mesmo sem assinatura, deixaram sua marca indelével no bronze, no ouro e na madeira de Lagoa Dourada. A continuidade deste legado depende da compreensão de que o patrimônio, como as águas que vertem de seu telhado, deve fluir livre e protegido para as gerações futuras, preservando a identidade de uma das regiões mais autênticas do Brasil.
Referências citadas
Igreja Matriz de Santo Antônio | paroquiasantoantonio - Wix.com, acessado em dezembro 19, 2025, https://setordecomunicacao.wixsite.com/paroquiasantoantonio/igreja-matriz-de-santo-antonio
File:Igreja Matriz de Santo Antônio em Lagoa Dourada - MG.jpg - Wikimedia Commons, acessado em dezembro 19, 2025, https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Igreja_Matriz_de_Santo_Ant%C3%B4nio_em_Lagoa_Dourada_-_MG.jpg
Trechos retirados do livro: “Lagoa Dourada 300 anos - Síntese Histórica”, autor: Dauro J. Buzatti, acessado em dezembro 19, 2025, https://www.lagoadourada.mg.gov.br/pagina/4583/Hist%C3%B3ria
Paróquia de Santo Antônio (Lagoa Dourada) - Diocese de São João del Rei, acessado em dezembro 19, 2025, https://diocesedesaojoaodelrei.com.br/paroquia-de-santo-antonio-lagoa-dourada/
Sobre a Paróquia :: Lagoa Dourada - Webnode, acessado em dezembro 19, 2025, https://paroquiadelagoadourada.webnode.page/sobre-a-paroquia/
Paróquia de Santo Antônio - Arte Fora do Museu, acessado em dezembro 19, 2025, https://arteforadomuseu.com.br/paroquia-de-santo-antonio/
São João del-Rei, final do século XIX e início do XX Belo Horizonte Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais 2013 - Repositorio UFMG, acessado em dezembro 19, 2025, https://repositorio.ufmg.br/bitstreams/99cb03ef-f98c-4d30-953f-aff511cf5c55/download
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUA - Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP, acessado em dezembro 19, 2025, https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-11042014-101153/publico/2013_TelioAnisioCravo.pdf
Igreja da Matriz - Lagoa Dourada - Turismo em Minas Gerais, acessado em dezembro 19, 2025, https://www.minasgerais.com.br/pt/atracoes/igreja-da-matriz-1
São João del-Rei, Tiradentes, Ouro Preto Transparentes ..., acessado em dezembro 19, 2025, https://saojoaodelreitransparente.com.br/works/view/667
o mestre santeiro de lagoa dourada, minas gerais, brasil - Escola de ..., acessado em dezembro 19, 2025, https://www.eba.ufmg.br/revistaceib/index.php/imagembrasileira/article/download/571/448/813
Processo de Tombamento de Bem Material (CP) Conjunto Paisagístico Arqueológico “Complexo de Sítios Arqueológicos Lagoa Dourada – Andradas/MG”, acessado em dezembro 19, 2025, https://andradas.loci.net.br/wp-content/uploads/2024/03/Lagoa-Dourada-Andradas.pdf
Um Raro Plano Pictórico em Minas Gerais: A Capela da Ressaca no Contexto da Produção Artística Setecentista, acessado em dezembro 19, 2025, https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistaperspectivapictorum/article/view/58292/47886
59 História, expansão e cronologia das comarcas de Minas Gerais - Tribunal de Justiça, acessado em dezembro 19, 2025, https://www.tjsp.jus.br/download/EPM/Publicacoes/CadernosJuridicos/cj_n60_04_andr%C3%A9a%20vanessa%20da%20costa.pdf?d=637722509424833739
Bens Tombados: Igreja Matriz de Santo Antônio - Mateus Leme, acessado em dezembro 19, 2025, https://www.iepha.mg.gov.br/index.php/programas-e-acoes/patrimonio-cultural-protegido/bens-tombados/details/1/32/bens-tombados-igreja-matriz-de-santo-ant%C3%B4nio
Projeto de Restauro e Conservação da Igreja de Santo Antônio (Etapa 01), acessado em dezembro 19, 2025, https://sementemg.org/projeto-de-restauro-e-conservacao-da-igreja-de-santo-antonio-etapa-01
Matriz Santo Antonio em Tiradentes PDF | PDF | Rio de Janeiro - Scribd, acessado em dezembro 19, 2025, https://pt.scribd.com/document/406509945/matriz-santo-antonio-em-tiradentes-pdf
Bens Tombados: Igreja Matriz de Santo Antônio - Itacambira - IEPHA, acessado em dezembro 19, 2025, https://www.iepha.mg.gov.br/index.php/programas-e-acoes/patrimonio-cultural-protegido/bens-tombados/details/1/31/bens-tombados-igreja-matriz-de-santo-ant%C3%B4nio-de-itacambira